OBESIDADE

A obesidade se tornou um problema mundial de saúde pública. Passou a ser considerada uma doença crônica causada pela combinação de diversos fatores. No Brasil, mais de 40% da população adulta estão acima do peso e, entre as crianças, o excesso de peso se dissemina de modo preocupante. Levar uma vida mais saudável, com atividade física regular e dieta equilibrada é recomendável para prevenir o ganho de peso.

PRINCIPAIS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

A ciência entendeu que o ganho de peso pode envolver alterações do metabolismo, estilo de vida (a exemplo da falta de atividade física e padrões alimentares inadequados), condições psicológicas tais como ansiedade, depressão e compulsão alimentar, predisposição genética e hereditariedade. As pesquisas indicam chances 50% maiores de obesidade se um dos pais for obeso.

O acúmulo de gordura corporal aumenta os riscos de elevação da pressão arterial, aumento do colesterol e do triglicérides (mais uma das gorduras do sangue), diabetes, problemas ortopédicos e dermatológicos, infartos e acidentes vasculares cerebrais. De modo geral, predispõem à mortalidade precoce.

CONHEÇA OS MÉTODOS PARA AVALIAÇÃO DO GRAU DE OBESIDADE

A classificação mais comum para avaliar o grau de obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC). O indicador é calculado por meio da multiplicação do valor do peso pela altura ao quadrado. O resultado indica o grau da obesidade, de leve a intenso. Para testar seu IMC, acesse o site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia: www.endocrino.org.br/teste-seu-imc.

Há uma forma mais recente e mais precisa para avaliar a obesidade. O novo teste, que está sendo chamado de densitometria de corpo total, é feito pelo densitômetro, o mesmo aparelho usado para avaliar o risco de osteoporose. Por meio de um programa diferente, o teste mede a presença de músculos e de gordura com precisão e pode revelar pessoas que, mesmo magras, possuem maior quantidade de gordura escondida no abdômen ou mesclada aos músculos. Estas correm maior risco de se tornar diabéticas ou ter síndrome metabólica. O teste, disponível em vários países e alguns laboratórios clínicos brasileiros, está sendo chamado de densitometria de corpo total.

TRATAMENTO

A compreensão mais ampla da obesidade aumentou o arsenal de recursos para tratá-la. A estratégia deve ser montada de acordo com o diagnóstico, as características e a concordância de cada indivíduo. Não se deve tomar remédios considerados miraculosos e tampouco usar fórmulas sem supervisão médica que, se contiverem hormônios que interferem na atividade da tireoide, podem levar a uma disfunção permanente da glândula.

A cirurgia bariátrica é uma possibilidade para casos graves (pessoas com IMC superior a 42 Kg/m2). Há diversas técnicas e cada caso deve ser discutido meticulosamente.

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