vitamina-d-sol-1584732517637_v2_900x506

Entenda quanto e de que maneira é preciso tomar sol para obter a vitamina D

Embora os médicos advirtam sobre tomar sol entre 10h e 16h, por conta do risco de se desenvolver queimaduras, lesões oculares e doenças cutâneas, entre as mais perigosas o câncer de pele melanoma, o horário mais propício para se estimular a obtenção da vitamina D é entre 10h até às 15h, pois é nessa faixa que a incidência de raios UV atinge seu pico. No entanto, no verão, acima dos 30ºC, é melhor evitar o sol do meio-dia por ser muito intenso e perigoso.

Para quem prefere evitar expor a cabeça, ou o rosto, a boa notícia é que deixar braços, mãos e pernas à mostra, ou 15% da superfície corporal, já é o suficiente para que a vitamina D possa ser produzida. A dermatologista Juliana Toma lembra ainda que a obtenção da vitamina D é impedida se a exposição à luz se der por trás de janelas de vidro e é praticamente inexistente no início e no final do dia, pois os raios solares chegam fracos ou com dificuldade, devido ao ângulo da Terra, e também reduz bastante em dias nublados, mesmo com mormaço.

Vale tomar sol uma vez por semana e por tempo prolongado?

Querer produzir vitamina D em um único dia para nos próximos não ter que se preocupar com ela, ou então para compensar o sol que perdeu na última semana, não é aconselhável como pode acarretar sérios riscos, pois, além dos danos para a pele, que passará horas desprotegida sob radiação, se ela se bronzear demais pode demorar mais para absorver os raios solares e se ficar irritada não poderá tomar sol e a obtenção da vitamina pode ser prejudicada ainda mais.

A endocrinologista Maria Fernanda Barca também ressalta que o excesso de vitamina D que acaba não sendo aproveitado, o organismo busca eliminar. “Se a pessoa que quer tomar sol continuamente e sem proteção está com deficiência de vitamina D e não consegue produzi-la de forma natural, seja por conta da rotina em ambientes fechados, por trabalhar à noite, ou então por morar em um país de clima frio, o melhor é que faça suplementação, que deve ser administrada pelo médico e com base nas particularidades individuais”, informa.

Quando trocar o sol pela suplementação?

A suplementação deve fazer parte da rotina de pessoas que tenham deficiência de vitamina D e, por algum motivo, não consigam ou não possam tomar sol, por exemplo, devido a um histórico de câncer de pele, ou estejam propensas a terem fraturas e doenças ósseas. Também pode ser uma necessidade para pessoas obesas, pois a vitamina D acaba sequestrada pela gordura e para idosos, que perdem a capacidade de sintetizá-la à medida que a pele envelhece e afina.

Ainda sobre pacientes de idade avançada, Natan Chehter, geriatra pela SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, acrescenta: “A reposição é uma medida necessária em alguns casos, quando se tem algum fator de risco para afetar a saúde óssea [osteopenia ou mesmo osteoporose], ou se usa medicações como corticosteroides ou anticonvulsivantes. Nesses casos, o recomendável é que se faça a dosagem da vitamina D antes de fazer a reposição de forma empírica”.

Os efeitos do sol e da suplementação são os mesmos?

De acordo com Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, o benefício é o mesmo, sendo que a vitamina D possui duas formas, a D2 e a D3, sendo que a origem da primeira é vegetal e da segunda a exposição ao sol. O médico explica ainda que as duas podem ser administradas via cápsulas, que existem em inúmeras concentrações e posologias. “No entanto, em doses muito elevadas, a suplementação via oral pode intoxicar”, adverte.

Entre os riscos associados à superdosagem estão a elevação do cálcio na corrente sanguínea, tontura, náuseas, diarreia, formação de cálculos renais e de vesícula. Por outro lado, no outro extremo, os sintomas da falta de vitamina D no longo prazo leva o organismo a consumir o cálcio dos ossos e com isso a pessoa pode apresentar problemas de osteoporose no futuro. Outros problemas incluem espasmos musculares, raquitismo e atraso de crescimento fetal.

Para quem é avesso à ideia de se suplementar, saiba que dos alimentos mencionados no início dessa reportagem é possível extrair de 10% a 20% das necessidades diárias de vitamina D. Maria Fernanda Barca sugere obter o restante, de 80 a 90%, do sol e estabelecer acompanhamento médico para fazer a medição e ajuste dos níveis ideais.

 

Acesse o link do Portal UOL: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/23/entenda-quanto-e-de-que-maneira-e-preciso-tomar-sol-para-obter-a-vitamina-d.htm

Deixe um Comentario

START TYPING AND PRESS ENTER TO SEARCH